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Mosteiro de Santa Maria de Arouca

O edifício monástico, constituído por igreja, coro, claustro, dormitórios e cerca, foi classificado Monumento Nacional, a 16 de junho do ano de 1910.

O atual complexo construído é de finais do século XVII e do século seguinte. Sobrepôs-se às edificações existentes, apagando todas as estruturas arquitetónicas anteriores, que foram construídas a partir do século X, século de fundação do Mosteiro, dedicado a S. Pedro e S. Paulo, S. Cosme e S. Damião. No século XIII, a Rainha Santa Mafalda, fez o mosteiro abraçar a regra cisterciense, passando a designar-se Mosteiro de Santa Maria de Arouca. É como mosteiro cisterciense feminino que deve ser entendido o Mosteiro de Santa Maria de Arouca. A qualidade da sua arquitetura, e das artes complementares, é justificada pelo elevado estrato sociocultural das suas religiosas que o habitaram.

As obras de renovação iniciaram-se pelo corpo das Portarias, que estava concluído no ano de 1692; seguiu-se a construção da igreja e do coro, obra singular no contexto da arquitetura portuguesa delineados segundo projeto do arquiteto Carlos Gimac (1704-1718). Dos anos 40 é o corpo do Celeiro com a escadaria, obra do arquiteto conimbricense Gaspar Ferreira. Da segunda metade da centúria é o claustro e oficinas: cozinha; refeitório; sala do capítulo. As obras de construção do atual edifício balizam-se entre as datas de 1692 e 1789. Não houve um programa global para a renovação do Mosteiro, embora no edifício que permanece, a nota dominante seja a coerência de formas que caracteriza a imagem do Mosteiro de Arouca. Neste complexo arquitetónico de formas austeras, salienta-se a igreja e coro, pela equilibrada articulação entre formas arquitetónicas e programa decorativo, onde participaram os artistas mais representativos de cada arte: talha – Filipe da Silva, António Gomes e Miguel Francisco da Silva; escultura em pedra nos nichos da igreja e do coro, Jacinto Vieira; pinturas na capela-mor, André Gonçalves.

É uma das maiores construções em granito existentes em Portugal.

Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha
(Professor Auxiliar com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Saiba mais em:
1. ROCHA, Manuel Moreira da – A Memória de um Mosteiro. Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX). Das Construções e das Reconstruções. Porto: Edições Afrontamento, 2011.
2. Direcção-Geral do Património Cultural http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70519/
3. Monumentos http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1039


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